Mais que Movimento: Por Que Dançar Pode Mudar a Sua Vida
Você já reparou que, quando uma música boa toca, o nosso corpo parece ganhar vida própria? Um leve balançar de ...
“Nesse mundo seco, o pensamento se encolhe. A linguagem vira um fio curto, incapaz de nomear o que se sente. E quando perdemos o nome das coisas, perdemos também o sentido da vida. A seca não é apenas o castigo do céu, mas o produto de uma estrutura que desumaniza. Um sistema que cala, que condiciona, que educa para a obediência. Há uma secura que não nasce da falta de chuva. É outra: uma secura que habita o corpo, a palavra, o pensamento. É a secura que apaga o brilho dos olhos e transforma o viver em mera resistência. Uma terra árida onde o silêncio pesa mais do que a fome e onde o humano, o bicho e o tempo se confundem na poeira.” – Fernando Martins
Inspirado nos clássicos “Vidas Secas”, do escritor Graciliano Ramos, “Retirantes”, do pintor Cândido Portinari, e na figura de Frankenstein da escritora Mary Shelley, a intervenção artística não busca narrar essas referências, mas extrair delas uma estética: corpos fragmentados, em deslocamento e constante reconstrução em meio às adversidades.
Em cena, o público encontra um corpo que se reorganiza diante da escassez e se constrói no espaço atravessando estímulos sensoriais e propondo a lentidão como gesto de resistência ao imediatismo da sociedade contemporânea.
A proposta é de uma experiência sensorial que atravessa dança, artes visuais e literatura para investigar corpos em transformação — marcados por ausência, resistência e reinvenção.









Halisson Nunes é acadêmico do curso de Dança – Licenciatura na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), cientista social, conselheiro municipal na cadeira da dança e membro da comissão executiva do colegiado estadual de dança do MS e desenvolve uma pesquisa de mais de dois anos no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), onde propõe imagens, textos e territórios como dispositivos de criação cênica e atualmente tem investigado os patrimônios históricos com objetivo de preservação das memórias da cidade de Campo Grande (MS) participando do grupo de pesquisa GPPED – Linha de pesquisa Corpo, Leitura e Memória com orientação de Rosana Baptistella. Percorre há mais de 15 anos no caminho da dança, onde pesquisa no seu corpo diversas linguagens estéticas somada as experiências dos trabalhos por onde passou. Concentrando tudo que experenciou, tem dedicado as suas energias em seus projetos solo, como artista independente de Campo Grande no Mato Grosso do Sul. No seu percurso artístico, encontrou na produção cultural uma possibilidade de fomentar, consumir e aprender mais sobre arte. Na licenciatura viu na oportunidade de mais um caminho para a possibilidade de inserir a arte da dança na educação que vai da infantil aos jovens adolescentes.
Com 39 anos de dedicação à dança, pesquisa e criação, Fernando Martins transita entre coreografia, produção sonora e filosofia, investigando as interseções entre corpo, música e dramaturgia. Atua como artista independente em São Paulo, mas atualmente está em Piracaia (SP), onde vive e expande suas investigações na Casa Ateliê Piracaia, um espaço imersivo junto à natureza para vivências, workshops e experimentações artísticas. Colaborou com companhias nacionais e internacionais como Galili Dance (Holanda), Quasar Cia. de Dança (GO), Random Collision (Holanda), GRUA – Gentleman de Rua (Prêmio APCA 2022), Cia. de Dança do Pantanal, Palácio das Artes (MG), Grupo Êxtase (MG), Fragmento Cia. de Dança (SP) e Balé da Cidade de São Paulo. Na Plataforma Shop Sui, Fernando desenvolve suas pesquisas Brain Diving e Dieta Aranha, que exploram o corpo como campo de multiplicidade e potência, unindo improvisação, linguagem, musicalidade e ocupação de novos territórios.
Brasileira, artista visual, escritora, pesquisadora e professora da rede básica de ensino. Possui graduação em Artes Visuais – Bacharelado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Programa de Formação Pedagógica, Licenciatura em Artes, pelo Centro Universitário Filadélfia (UNIFIL). Curso de extensão em educação para as Relações étnico-raciais: Cultura e História Africanas e Afro-brasileiras, pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Especialização em Relações étnico-raciais, gênero e diferenças no contexto do ensino de História e Cultura Brasileiras pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Educação pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Atua como artista visual, multimídia, escritora e pesquisadora. Expôs obras na técnica de videoarte e videopoesia (com direção de arte). Realizou produções com a Coletiva Terra Femini: Páginas para estancar o Sangue (2023), exposta na 5 edição da Madi, Fazendo Gênero (2024) e Madi Especial no MIS (2025); Produção individual: Matão (2023) em web-exposição pela medialab(UNB) e The Wrong Bienale (2023). Sueño con la cruz del Sur (2023), na 5 edição da Madi (2023). Publicação de livro Do branco da parede ao canto do Olho, de poesia na 6 Edição da MADi(2024) em conjunto com a obra Volta (Fantasmagoria),com experimentações multimídias entre videoarte, holograma e diorama.
É iluminador cênico e artista da área das artes da cena, atuante em Campo Grande (MS). Graduado em Filosofia – Licenciatura pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), cursa Licenciatura em Teatro pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Sua trajetória profissional está relacionada à criação de visualidades e projetos de iluminação para espetáculos, shows e intervenções artísticas. Entre seus trabalhos recentes estão a iluminação da estátua do poeta Manoel de Barros, em Campo Grande (MS), do espetáculo de dança O que eu sinto por você?, da Cia. do Mato, além de projetos de iluminação para shows de artistas como Hermanos Irmãos, Dovalle, Érika Espíndola, MC Anarandá e Rafael Franke, incluindo apresentações realizadas no Circuito Universitário de Mato Grosso do Sul, na Virada Cultural de Ilha Solteira (SP) e no projeto Som da Concha, em Campo Grande. Sua atuação contribui para a construção da cena artística sul-mato-grossense por meio da luz como elemento dramatúrgico e de composição visual.
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